A Polícia Rodoviária Federal identificou superlotação, falhas mecânicas graves e motorista sem CNH no ônibus envolvido no acidente na BR-153 em Marília. O acidente matou sete pessoas.
O caso ocorreu na madrugada de 16 de fevereiro, no km 265. O ônibus, que seguia do Maranhão para São Joaquim (SC), invadiu a pista contrária após passar por uma deformação no asfalto. Nesse ponto, um pneu traseiro estourou. Logo depois, o motorista perdeu o controle da direção.
Em seguida, o veículo saiu da pista. Ele deixou marcas de fricção por mais de 61 metros. Depois, capotou e parou tombado em um barranco, a 38 metros da rodovia.
Irregularidades agravaram a tragédia
A perícia constatou que o ônibus trafegava com apenas um pneu no eixo traseiro esquerdo, quando o correto seria dois. Além disso, o veículo transportava 47 passageiros, apesar da capacidade para 42.
Outro fator relevante foi a ausência de cinto de segurança em várias poltronas. Por isso, durante o capotamento, dois passageiros foram arremessados para fora do ônibus e morreram no local.
Motoristas e empresa apresentavam problemas legais
Diante das evidências, a Polícia Civil prendeu em flagrante o motorista Claudemir Morais Moura por homicídio e lesão corporal dolosos, na modalidade de dolo eventual. Ele segue internado sob escolta policial.
Além disso, a investigação identificou um segundo motorista, Francisco de Assis Alves da Silva, conhecido como “Júnior”. Ele também dirigia o ônibus e não possuía CNH.
A empresa RD Viagem e Turismo não tinha autorização da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) para realizar a viagem. Da mesma forma, o ônibus não possuía cronotacógrafo, equipamento obrigatório.
Por fim, a Polícia Civil apura indícios de trabalho análogo à escravidão. Isso porque os passageiros eram trabalhadores rurais aliciados para a colheita de maçãs no sul do país.







