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JUSTIÇA

Moraes autoriza exame de ultrassom de Bolsonaro dentro da prisão

Decisão atende pedido da defesa e permite uso de equipamento portátil na sede da PF
Gabriela Biló/Folhapress
Gabriela Biló/Folhapress
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O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a realização de ultrassom de Bolsonaro na prisão. A decisão foi assinada na noite deste sábado (13) e atende a um pedido apresentado pela defesa do ex-presidente.

Atualmente, Jair Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e três meses em uma sala da Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, após condenação na ação penal que apurou a trama golpista.

Na decisão, Moraes determinou que o exame seja realizado no próprio local onde Bolsonaro está preso. Além disso, o ministro ordenou que a Polícia Federal seja comunicada oficialmente e que os advogados sejam intimados.

Segundo o despacho, o procedimento ocorrerá conforme solicitado pela defesa, sem necessidade de deslocamento do ex-presidente para uma unidade hospitalar.

O pedido para o ultrassom de Bolsonaro na prisão foi protocolado na quinta-feira (11). A solicitação veio após Moraes determinar que o ex-presidente passe por uma perícia médica oficial, a ser realizada pela própria Polícia Federal, no prazo de até 15 dias.

De acordo com a decisão anterior, os exames apresentados pela defesa para justificar pedido de cirurgia e prisão domiciliar estavam desatualizados.

O exame será realizado pelo médico Bruno Luís Barbosa Cherulli. Para isso, o profissional utilizará um equipamento portátil de ultrassom e fará a avaliação nas regiões inguinais direita e esquerda.

Assim, o procedimento permitirá a atualização do quadro clínico do ex-presidente sem a necessidade de remoção do local de custódia.

Na terça-feira (9), os advogados de Bolsonaro afirmaram que ele apresentou piora no estado de saúde. Por esse motivo, pediram autorização para que o ex-presidente fosse levado ao Hospital DF Star, em Brasília, para eventual cirurgia.

Com a autorização do ultrassom de Bolsonaro na prisão, a Justiça busca reunir novos dados médicos antes de avaliar pedidos adicionais da defesa.

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