A Justiça tornou réu o médico psiquiatra investigado por abusar de pacientes em consultas realizadas desde 2018. A decisão saiu nesta segunda-feira (17) e reforça os indícios reunidos pelas equipes policiais.
As delegacias especializadas registraram 19 casos em Marília, 10 em Garça e um em Lins. As vítimas têm entre 17 e 65 anos. Elas relataram toques íntimos, investidas durante atendimento e episódios considerados estupro de vulnerável. O juiz avaliou as denúncias, analisou o inquérito e destacou a existência de provas suficientes para abrir ação penal.
Defesa tem 10 dias para responder
Como a Justiça torna réu médico psiquiatra, a defesa precisa apresentar resposta à acusação em até 10 dias. O juiz revisou depoimentos, cruzou informações e apontou indícios concretos de autoria e materialidade.
Equipes da Polícia Civil prenderam o psiquiatra no dia 22 de outubro, em Marília. Os investigadores cumpriram diligências na casa e no consultório dele. Mesmo após se apresentar com advogados, o médico ficou em silêncio durante o depoimento. No dia anterior, a oitiva não ocorreu porque uma queda de energia atingiu a penitenciária de Gália. O Tribunal avaliou o habeas corpus e recusou o pedido de liberdade no dia 10 de novembro.
O médico atendia em uma clínica particular em Marília e também no Caps de Garça. O Ministério Público apresentou a denúncia no dia 4 de novembro. Antes disso, o inquérito da Polícia Civil já havia indiciado o suspeito por importunação sexual e estupro de vulnerável. A Justiça manteve a prisão preventiva e determinou a continuidade da investigação.







