A Justiça de Marília condena criminoso que participou do assalto a uma residência no Parque Esmeralda em maio do ano passado. O caso ganhou repercussão porque o bando utilizou uniformes da Polícia Civil para simular o cumprimento de um mandado e enganar as vítimas.
A 3ª Vara Criminal determinou nesta segunda-feira (1º) que o réu, morador do bairro Santa Antonieta, cumpra 22 anos e dois meses de prisão em regime fechado. A pena inclui roubo qualificado e agravantes, como o uso de armas e a atuação em grupo.
Durante o crime, os assaltantes ameaçaram o empresário, a esposa e a sogra, de 94 anos. Eles obrigaram as vítimas a transferir mais de R$ 30 mil e ainda levaram joias, moeda estrangeira, um iPhone e dinheiro em espécie. Além disso, os criminosos mantiveram a família sob mira de armas por quase duas horas.
O grupo fugiu em um Toyota Corolla preto alugado. Para dificultar a investigação, danificou o sistema de segurança e destruiu o celular da vítima, abandonado depois em Bauru. No entanto, as câmeras de monitoramento permitiram que os investigadores identificassem o veículo usado na ação.
Três dias após o crime, a polícia prendeu um dos envolvidos. Já os outros dois foram detidos no mês seguinte, depois que a Justiça decretou a prisão preventiva. Em junho, ambos receberam penas de 15 anos e seis meses em outro processo.
O réu condenado nesta semana teve seu processo desmembrado. Ele foi reconhecido em juízo pela transferência via Pix e pelo uso de celulares ligados ao crime. Dessa forma, a Justiça reforçou a responsabilidade dele na ação criminosa. Todos os acusados podem recorrer ao Tribunal de Justiça de São Paulo, mas permanecem presos e não terão direito a recorrer em liberdade.







