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JUSTIÇA

Julgamento de ex-policial acusado de matar jovem em rodeio tem data definida

Justiça mantém prisão e confirma júri para 5 de maio de 2026
Reprodução/Redes Sociais
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O julgamento do ex-policial Moroni Siqueira Rosa, de 37 anos, já tem uma data definida. A Justiça de Marília marcou a sessão do Tribunal do Júri para 5 de maio de 2026, às 9h30. O réu responderá pela morte de Hamilton Olímpio Ribeiro Júnior, de 29 anos, e por ferir outras duas pessoas durante um rodeio no distrito de Lácio, em 2024.

A juíza Josiane Patrícia Cabrini, da 1ª Vara Criminal, manteve a prisão preventiva do ex-soldado. Segundo a magistrada, as razões que justificaram a detenção continuam válidas, por isso Moroni permanece no Presídio Militar Romão Gomes, na capital paulista.

Além disso, o réu enfrentará o júri por homicídio triplamente qualificado, já que o crime teria ocorrido por motivo torpe ou fútil, com meio cruel e sem chance de defesa para a vítima. Ele também responderá por duas tentativas de homicídio. As denúncias afirmam que os disparos atingiram um homem no rosto e uma mulher na perna esquerda. Como consequência, o Ministério Público sustenta que Moroni assumiu o risco de atingir outras pessoas ao atirar em meio à multidão.

A defesa tentou desclassificar as tentativas para lesão corporal culposa, mas o pedido não avançou.

Como tudo aconteceu

O conflito teve início no final de agosto de 2024, durante um show da cantora Lauana Prado, no rodeio de Lácio. O local estava cheio e, conforme testemunhas, Moroni estava de folga, consumia bebida alcoólica e carregava sua pistola funcional, uma Glock .40.

Ainda de acordo com os relatos, o desentendimento começou após um possível esbarrão. Moroni teria dado um tapa em Hamilton, que reagiu com um soco. O ex-policial caiu, levantou em seguida e empurrou a vítima. Logo depois, sacou a arma e atirou três vezes. Quando Hamilton tentou fugir, ele disparou novamente e atingiu o jovem pelas costas.

Moroni já havia respondido a processo disciplinar na Corregedoria da Polícia Militar e acabou expulso da corporação.

Com o julgamento do ex-policial marcado, o processo entrou na fase final. Durante o júri, os jurados decidirão sobre a autoria, as qualificadoras e as responsabilidades. Em seguida, a juíza definirá a pena.

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