Ads Banner
JUSTIÇA

Inquilino que tentou matar dono de pensão após cobrança de aluguel será julgado em júri popular

Decisão judicial confirma julgamento com agravantes de tentativa de homicídio qualificado
Foto: Reprodução
Foto: Reprodução
Ads Banner

A Justiça de Marília determinou que o jovem de 23 anos, acusado de tentativa de homicídio qualificado contra um idoso, proprietário da pensão onde ele morava, será submetido a júri popular. A sentença de pronúncia foi assinada nesta sexta-feira (21) pela 2ª Vara Criminal da Comarca de Marília.

O crime ocorreu em outubro do ano passado, em um imóvel localizado no Jardim Aquarius, zona oeste de Marília, onde o idoso mantinha uma pensão. A vítima foi socorrida em estado grave e, segundo a Justiça, sobreviveu graças à rápida intervenção da Polícia Militar.

O juiz Paulo Gustavo Ferrari rejeitou a tese de legítima defesa e afastou a possibilidade de desqualificação do crime para lesão corporal. Na decisão, o magistrado concluiu que há indícios suficientes para o julgamento em tribunal do júri, com agravantes como motivo fútil e o uso de asfixia, que dificultou a defesa da vítima.

Detalhes do crime

O crime aconteceu na noite de 25 de outubro, quando inquilinos da pensão ouviram gritos de socorro e barulhos vindos do quarto do acusado. Duas testemunhas acionaram a Polícia Militar.

Ao chegarem ao local, os policiais encontraram a porta trancada, com o som da TV em alto volume e ruídos incompreensíveis. Após tentarem contato sem sucesso, os agentes decidiram arrombar a porta. Dentro do quarto, flagraram o acusado sobre o tórax do idoso, tentando estrangulá-lo.

A vítima relatou que, ao passar em frente ao quarto do inquilino, foi puxada bruscamente para dentro e agredida. O idoso sofreu ferimentos no rosto, cabeça e braços e contou que foi atacado com socos, chutes e tentativa de estrangulamento devido à cobrança do aluguel atrasado.

Durante o ataque, o agressor teria perguntado “como ele gostaria de morrer” e afirmado que levaria o corpo da vítima até o distrito de Lácio. O idoso, que acredita ter sido agredido por mais de 20 minutos, disse ter perdido a noção do tempo devido à violência sofrida.

Defesa do acusado

Em seu interrogatório, o acusado admitiu ter consumido bebida alcoólica, mas negou que a briga tenha ocorrido por causa do aluguel. Alegou que o desentendimento começou após o idoso questionar o fato de ele levar pessoas para o quarto e afirmou que a vítima estava alcoolizada e o teria agredido primeiro.

Ele disse ainda que aplicou um “mata-leão” e que o aposentado bateu a cabeça ao cair, negando ter ameaçado o idoso de morte e alegando apenas que mencionou levar o corpo para Lácio em tom de provocação.

O réu segue preso preventivamente desde a data do crime e teve negado o direito de apelar em liberdade. Com a sentença de pronúncia, ele será submetido ao julgamento pelo Tribunal do Júri de Marília, mas ainda pode recorrer antes que a data do julgamento seja definida.

Compartilhar essa notícia

Ads Banner