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TENSÃO INTERNACIONAL

Groenlândia diz que é preciso mais vigilância e segurança na região

Primeiro-ministro alerta para pressão externa e tensão com Rússia e Estados Unidos
Gonzalo Fuentes/Reuters
Gonzalo Fuentes/Reuters
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A Groenlândia diz que é preciso mais vigilância e segurança na região diante do atual cenário geopolítico e do aumento das tensões internacionais. A afirmação partiu do primeiro-ministro Jens-Frederik Nielsen, nesta quarta-feira (28), durante agenda oficial em Paris.

Segundo Nielsen, existem limites que não podem ser ultrapassados nas conversas com os Estados Unidos. No entanto, ele reconheceu que o território precisa reforçar sua proteção, especialmente em razão do comportamento mais agressivo da Rússia.

Encontro na França

Nielsen participou de uma reunião ao lado da primeira-ministra da Dinamarca, Mette Frederiksen, com o presidente francês Emmanuel Macron. O encontro teve como objetivo discutir apoio político diante da tentativa do presidente norte-americano Donald Trump de assumir o controle da ilha, que pertence à Dinamarca há séculos.

Além disso, as lideranças defenderam a continuidade do diálogo entre Groenlândia, Dinamarca e Estados Unidos para tentar reduzir a crise diplomática. Mesmo assim, o premiê groenlandês destacou que algumas “linhas vermelhas” não podem ser negociadas.

Durante evento na Universidade Sciences Po, Nielsen afirmou que a população local vive sob forte pressão. De acordo com ele, existe preocupação real com a segurança e medo diante do cenário externo.

Tensão internacional

O primeiro-ministro ressaltou que a postura da Rússia aumenta o nível de alerta na região do Ártico. Por isso, segundo ele, a Groenlândia precisa investir mais em vigilância e proteção territorial.

Enquanto isso, Mette Frederiksen afirmou que a crise envolvendo a Groenlândia afetou profundamente as relações entre Europa e Estados Unidos. Para ela, o episódio acelerou a busca europeia por maior independência estratégica.

Além disso, Frederiksen destacou que os países europeus se uniram para rejeitar as exigências de Trump, inclusive as ameaças de tarifas adicionais. No entanto, ela também defendeu que a Europa mantenha laços com os norte-americanos.

Por fim, a primeira-ministra alertou para os riscos da guerra na Ucrânia. Segundo ela, se a Rússia sair vitoriosa, novas ameaças podem surgir. Para Frederiksen, a melhor estratégia continua sendo a união entre Estados Unidos e Europa.

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