Uma pesquisa desenvolvida em Santa Catarina avalia o potencial da banana verde na produção de farinha rica em amido resistente. Com isso, o estudo busca alternativas para auxiliar no controle da diabetes tipo 2 e do colesterol. A iniciativa envolve a Epagri, em Itajaí, em parceria com a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).
Desde 2024, os pesquisadores analisam 11 cultivares das variedades Prata e Cavendish produzidas no estado. Assim, o objetivo é identificar quais apresentam maior rendimento industrial e maior concentração de amido resistente. Dessa forma, o projeto amplia as possibilidades de mercado e de renda para os produtores.
Diferente da banana madura, a banana verde mantém o amido resistente. Nesse caso, o composto atua como fibra alimentar e prebiótico. Por isso, ele não é digerido no intestino delgado e contribui para a regulação glicêmica.
Entre as variedades avaliadas, a SCS451 Prata Catarina apresentou o melhor rendimento até agora, com 18,9 quilos de farinha a cada 100 quilos de fruta. Além disso, os testes indicaram que as cultivares desenvolvidas pela Epagri mantêm teores de amido resistente acima de 50%.
A próxima etapa da pesquisa deve focar na produção de farinha integral, com uso da casca. Com essa estratégia, os pesquisadores pretendem reduzir custos e aumentar o teor de fibras. Ao mesmo tempo, o estudo aponta a farinha como alternativa para o aproveitamento de bananas fora do padrão estético do mercado.
Santa Catarina é o quarto maior produtor de banana do Brasil. Nesse cenário, a estimativa para a safra 2024/2025 é de 768 mil toneladas, envolvendo cerca de 4 mil famílias.







