A mineradora estatal Codelco confirmou neste domingo (3) a morte dos cinco trabalhadores que estavam soterrados desde quinta-feira (31), após o desmoronamento em mina de cobre no Chile. Com isso, o total de vítimas subiu para seis, incluindo um operário que morreu no momento do acidente.
As buscas duraram 70 horas e terminaram após o resgate dos últimos corpos. O colapso ocorreu em El Teniente, considerada a maior mina subterrânea do mundo. Segundo a empresa, o incidente pode ter sido provocado por um forte tremor de magnitude 4,2 registrado na região.
O presidente da Codelco, Maximo Pacheco, afirmou que a estatal vai contratar especialistas internacionais para investigar o que falhou. Segundo ele, a empresa quer respostas rápidas e medidas para evitar novas tragédias.
— Somos os primeiros a querer saber o que aconteceu. Essa tragédia nos atinge com força — disse Pacheco, em entrevista na cidade de Rancagua, próxima ao local do acidente.
Além disso, o presidente chileno Gabriel Boric decretou três dias de luto oficial em homenagem às vítimas. Os trabalhadores, com idades entre 29 e 34 anos, prestavam serviços à empresa Gardilcic, terceirizada da Codelco.
A estatal chilena lidera a produção mundial de cobre. O país, por sua vez, é responsável por cerca de 25% do fornecimento global do metal, essencial para os setores de energia, construção e eletrônicos.







