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JUSTIÇA

Aeroclube de Marília pede revisão de decisão sobre acesso a contratos

Entidade tenta obter dados de outros aeroclubes para defender valor da área em disputa
Reprodução
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O Aeroclube de Marília pediu revisão de decisão da 3ª Vara Cível que negou acesso a informações sobre contratos firmados entre a concessionária do aeroporto e outros aeroclubes do Estado.

A entidade esclarece que não solicitou cópias dos documentos, mas apenas a expedição de ofícios a aeroclubes de Ribeirão Preto, Bragança Paulista e Itanhaém. O objetivo seria obter dados como metragem ocupada, valor pago e preço por metro quadrado, considerados fundamentais para a defesa.

Segundo o Aeroclube, as informações ajudariam a comprovar a efetividade das negociações e a definir o valor da área em Marília. Sem esses dados, afirma, há risco de cerceamento de defesa.

O juiz Luís Cesar Bertoncini, no entanto, destacou que o processo se limita à posse da área ocupada pelo Aeroclube de Marília e à indenização por benfeitorias. Para ele, a análise de contratos de outros aeroclubes não é relevante e, além disso, envolve cláusulas de confidencialidade.

A ação foi movida pela Rede Voa, concessionária responsável pelo aeroporto, e pede a reintegração de posse da área. A Justiça já determinou perícia técnica para avaliar a conservação e o valor das benfeitorias, etapa considerada essencial para o julgamento.

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